domingo, 30 de janeiro de 2011

Cresce 60% a produção de artigos científicos no Ceará

Fale a pena conferir a materia no Diário do Nordeste (30/01/2011) sobre Pesquisa Cientifica no Ceará.
       
   A produção científica do Ceará tem crescido acentuadamente nos últimos quatro anos. Neste período, o número de artigos científicos subiu 60%. Enquanto em 2007, eram apenas 670, no ano passado foram 1.050 publicações. Além dos artigos, as inovações tecnológicas começam a sair do papel e dão à produção acadêmica o melhor dos seus resultados: passar da teoria à prática.
  Transplante de fígado do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), da Universidade Federal do Ceará (UFC); o ovário artificial do curso de pós-graduação de Veterinária da Universidade Estadual do Ceará (Uece); nanotecnologia do departamento de Física da UFC; os caprinos transgênicos também da Uece; e a pesquisa sobre a membrana semipermeável em bebês prematuros da Universidade de Fortaleza (UNIFOR) são alguns exemplos do que a comunidade científica cearense anda produzindo no Estado, fazendo com que o Ceará se torne referência no assunto. O melhor disso tudo, como explica o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da UFC, Gil Aquino Farias, é que hoje a população começa a tomar conhecimento do que está sendo produzido nas universidades.
  A internet é um dos fatores que contribui para esse reconhecimento. Agora, público tem acesso ao universo da pesquisa, em websites especializados no assunto ou de universidades. Assim o que antes era algo distante, e até desconhecido, transformou-se em uma realidade bem próxima dos estudantes, pesquisadores e também curiosos
   O vice-reitor de pesquisa e pós-graduação da Unifor, Roberto Ciarlini, explica que o crescimento da produção científica no Ceará é importante pois faz com que seja gerado mais conhecimento em assuntos ainda não explorados, além de um maior aprofundamento em pesquisas que já foram estudadas. "Há dez anos, as pessoas que faziam mestrado era porque queriam ser professores. Hoje, todos querem se especializar", comenta.
   Segundo a professora da Universidade de Fortaleza (UNIFOR) e enfermeira da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC), Karla Maria Carneiro Rolim, a grande dificuldade em sua pesquisa foi obter credibilidade. "Foi difícil conseguir a confiança das pessoas, pois muitas não acreditavam ao verem enfermeiras criando um projeto pioneiro", comenta. Karla Maria junto com a professora da UNIFOR, Eloah de Paula Pessoal Gurgel, realizam o estudo do uso da membrana semipermeável como recurso tecnológico de perda de água transepidérmica do recém-nascido prématuro.
  Vale apena conferir em: 
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=925098