Uma crise mundial vem acontecendo nas últimas décadas; ela é complexa, multidimensional, e afeta todos os aspectos da vida humana, como a saúde, o modo de vida, a qualidade do meio ambiente, das relações sociais, da economia, tecnologia e política. É uma crise de dimensões intelectuais, morais e espirituais; uma crise de escala e premência sem precedentes em toda a história da humanidade.
Refletindo sobre o contexto e por meio do conhecimento cientifico e sensibilização do cuidar, os enfermeiros buscam o bem-estar do ser humano, a diminuição da morbimortalidade e a prática da Saúde Coletiva que abrange entre outras dimensões, o estudo do processo de trabalho em saúde, a formulação e implementação de políticas de saúde, bem como a avaliação de planos, programas e tecnologia utilizada na atenção à saúde.
Na realização de procedimentos técnicos, o cuidado pode ser representado pelo processo de interação daquele que cuida com o que é cuidado. Quando o enfermeiro concebe o ser humano na sua totalidade só então pode determinar o cuidado em sua integralidade. É importante ressaltar que o processo de cuidar envolve ações, atitudes e comportamentos com base na intuição e conhecimento científico.
Percebe-se que, a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento estão estreitamente ligados à saúde e implicam uma ação conjunta dos Estados e da sociedade civil na busca de minimizar os reflexos da imensa lacuna existente entre os países e as pessoas. Sendo assim, a atuação dos profissionais da saúde, especificamente dos enfermeiros, é de grande importância, podendo resultar em ações locais, com impacto regional, nacional e internacional.
Importante, ressaltar que as pesquisas realizadas pela enfermagem enfocam direta e indiretamente estas metas, presentes na realidade da sua prática. Desta forma, os enfermeiros, na academia e na assistência, empreendem esforços para atender às populações mais carentes e excluídas visando garantir a integralidade do cuidado.
O enfermeiro, por também desempenhar atividades de educador,deve participar e incentivar as mudanças necessárias, para que o cuidado de enfermagem dignifique o homem, nas situações de saúde e de doença. Para tanto, enfermeiros de serviços de saúde, interagindo a partir de uma mesma filosofia de trabalho, argumentando sobre atitudes legais e éticas da profissão e articulando esse conhecimento, certamente estarão trabalhando significativamente para a construção de novos paradigmas de cuidado.
Assim, em meio às inúmeras dificuldades, derivadas de fatores políticos, econômicos, sociais e culturais, os enfermeiros devem continuar lutando pela qualidade de vida dos indivíduos, atuando como agentes multiplicadores do conhecimento e de ações humanizadas e mobilizando atividades conjuntas da sociedade civil e do Estado.
Mendes IAC. A saúde no Brasil e América Latina: as metas do milênio da ONU e o papel da enfermagem. Rev. Latino-Am. Enfermagem [periódico na Internet]. 2004 Dez [citado 2011 Jan 29] ; 12(6): 845-850. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext& pid=S0104-11692004000600001&lng=pt. doi: 10.1590/S0104-11692004000600001.
Monteiro ELM, Rolim KMC, Machado MFAS, Moreira RVO. A visão ecológica: uma teia na enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem. 2005; 58(3): 341-44.






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